26 April 2010
25 April 2010
20 April 2010
O Principezinho - Antoine de Saint-Exupéry
" Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."

Não gostei do filme, já agora
"Would you tell me, please, which way I ought to go from here?"
"That depends a good deal on where you want to get to," said the Cat.
"I don't much care where--" said Alice.
"Then it doesn't matter which way you go," said the Cat.
"--so long as I get somewhere," Alice added as an explanation.
"Oh, you're sure to do that," said the Cat, "if you only walk long enough."
Alice felt that this could not be denied, so she tried another question. "What sort of people live about here?"
"In that direction," the Cat said, waving its right paw round, "lives a Hatter: and in that direction," waving the other paw, "lives a March Hare. Visit either you like: they're both mad."
"But I don't want to go among mad people," Alice remarked.
"Oh, you can't help that," said the Cat: "we're all mad here. I'm mad. You're mad."
"How do you know I'm mad?" said Alice.
"You must be," said the Cat, "or you wouldn't have come here."
17 April 2010
Beatriz apoiada na maçaneta só com uma perna espreita lá para fora
Beatriz abriu a porta. Espreitou antes, fazendo força na testa para concentrar a vista. Sem conseguir, recuou um passos e tentou de novo enfiar a cabeça até onde o corpo atrevia. Se houvesse algum tipo de felicidade que fosse suportável apenas por uns segundos, Beatriz vivia-a naqueles momentos. Tentava segurar o guarda-chuva meio partido na mão esquerda enquanto a direita se ocupava de tarefas superiores, segurando na maçaneta o peso do corpo desiquilibrado. Atrás de si, livros de capas velhas e apodrecidas cantavam o caminho por onde passara. Todos eles estavam até certo ponto abertos, rasgados alguns entendidos diriam. Nas paredes, prateleiras de potes e memórias caíam tremelicantes. Não realmente, no sonho. Uma mesa orgulhosamente exibindo um candeeiro, um tapete desfiado, fruta numa grande taça de barro verde, começando a espalhar-se pelo chão. Mas disto, ninguém via. O azul ciano que tragava o ambiente, iniciando a sua descida até ao vermelho mármore e amarelo lá fora, era suportável, feliz. Penduradas do tecto, folhas discutiam e berravam umas com as outras. Folhas nervosas de árvore, folhas brancas de papel. Aqui, acolá, às vezes alguma delas pintadas com figuras ao acaso, por Beatriz. Cadeiras, poltronas tigresa e old school. Dois micro-ondas falantes e velhos de falar, cortinados às ricas laranjas e roxas. Por todo o lado relógios que não sabiam dizer horas certas e pêndolos atrasados para a vida. Num canto, um cavalete arruinado pelo peso dos maus usos. Não havia espaço, não havia tempo verdadeiro, só mentiroso. No meio da sala, um banco de andas e uma corda firme junto às folhas. Estava em lado nenhum, para lado nenhum ia. Não sabia, mas também não interessava saber! "A morte, grito eu para a rua, é da cor da minha vida, qual é a diferença afinal?!"








